segunda-feira, 30 de abril de 2012

Shakespeare - Sempre lindo. Sempre Shakespeare.



Olá amigos leitores. 

É com grande carinho ,que eu Novinsky Guinsburg, disponibilizo hoje um pedacinho do tesouro que William Shakespeare nos deixou.
Que maravilha poder ler e mergulhar nas suas palavras.
Eu adoro mergulhar e passar o maior tempo que eu puder sentindo - as,e claro sonhando com o amor,dor,a beleza e tantos outros sentimentos que ele apresenta de um jeito só dele,encantador .
Que oportunidade  "bendita" de se ler sobre sensações que todos experimentamos, e que ele descreve tão bem, com tanta força e intensidade.
Essa é a razão da minha paixão por Shakespeare.Ele é intenso.
Não me canso nunca.
Aproveitem Shakespeare.
Beijos.


















Willian  Shakespeare 

Soneto XVll
Como hei de comparar-te a um dia de verão?
Tempo voraz, corta as garras do leão,


Quem crerá em meu verso no futuro,
Se for tomado por teu completo abandono?
E Deus sabe que tua vida se transformou em tumba,
Sem deixar entrever sequer a metade de teu ser.
Se eu pudesse descrever a beleza de teus olhos,
E enumerar infinitamente todos os teus dons,
O futuro diria, este poeta mente,
Tanta graça divina jamais existiu em um ser.
Podem os papéis amarelados em que escrevo
Serem desprezados como velhos falastrões,
E tuas verdades poriam fim à ira deste poeta,
E prolongariam o som de uma antiga canção:
Mas, se um filho teu vivesse, então,
Viverias duas vezes – nele e em meu canto.

Soneto XVlll


És muito mais amável e mais amena:
Os ventos sopram os doces botões de maio,
E o verão finda antes que possamos começá-lo:
Por vezes, o sol lança seus cálidos raios,
Ou esconde o rosto dourado sob a névoa;
E tudo que é belo um dia acaba,
Seja pelo acaso ou por sua natureza;
Mas teu eterno verão jamais se extingue,
Nem perde o frescor que só tu possuis;
Nem a Morte virá arrastar-te sob a sombra,
Quando os versos te elevarem à eternidade:
Enquanto a humanidade puder respirar e ver,
Viverá meu canto, e ele te fará viver.

Soneto XlX


E faze a terra devorar sua doce prole;
Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre,
E queima a eterna fênix em seu sangue;
Alegra e entristece as estações enquanto corres,
E ao vasto mundo e todos os seus gozos passageiros,
Faze aquilo que quiseres, Tempo fugaz;
Mas proíbo-te um crime ainda mais hediondo:
Ah, não marques com tuas horas a bela fronte do meu amor,
Nem traces ali as linhas com tua arcaica pena;
Permite que ele siga teu curso, imaculado,
Levado pela beleza que a todos sustém.
Embora sejas mau, velho Tempo, e apesar de teus erros,
Meu amor permanecerá jovem em meus versos.








segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Parceria entre Novinsky Guinsburg e Miguel Funai - Escritora e Fotógrafo juntos no Novo blog.


Olá amigos.Tenho novidades!

Tenho um novo blog, onde serão postados contos escritos exclusivamente por mim. O chique é que tenho um parceiro que faz fotos incríveis, é fotógrafo profissional e as fotos de Miguel Funai 
estão ilustrando meus contos.
Visitem, vale muito a pena.
Duas belas formas de arte juntas, o resultado com certeza é prazer para quem acessa o blog.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Compartilhando um Pouco do que é Bom com os amigos - Textos !

Compartilhando:
Seria maravilhoso poder conhecer, mostrar todos os textos incríveis que diariamente são escritos.
Da mente engenhosa, das almas flamejantes dos escritores tesouros surgem e cada um e todos eles
deveriam ocupar lugar de Destaque.
Mostrar o que se pensa e se sente não é trabalho fácil, ao menos para as pessoas sérias e conscientes.
Uma homenagem aos escritores, reverências à eles.
Materializar sentimentos?!
Que maravilha!
Na primeira semana do Ano, posto aqui um dos textos escritos por Maya, dona do blog Contos e FolhetinsE será com imenso prazer que irei postar, sempre que ela disponibilizar, os seu textos.
Feliz Ano Novo.
Que todos leiam bastante, sonhem bastante, amem muito. E sobretudo encontrem seus meios de concretizar seus projetos! O mundo aguarda ansioso pelos vencedores!
Eu estou curiosa e ansiosa para ler outros textos escritos por Maya.
Abraços,
Novinsky Guinsburg



 Sudoeste da França. La Montagne Noire 
(Meados do século XIV)
(Autora: Maya)

VÄILLE 
Fogo. Gritos. Carne humana queimada. Fedor de excrementos.
Continuo correndo. Dos frades negros e de seus mercenários. Tão depressa quanto os pés machucados permitem. Preciso alcançar o abrigo subterrâneo da grande muralha _ La Montagne Noire. Antes que a escolta armada me encontre. 
Nossos inimigos não conhecem o caminho. Buscam a passagem há centenas de anos sem sucesso. Meu povo, ou o que restou dele, refugiou-se no ventre da pedra quando a última fortaleza da fronteira caiu, profanada pelos bárbaros _ assassinos disfarçados de homens santos, a serviço do poder, que impunham sua fé através da espada. 
Novamente devo pedir socorro à montanha, esconder em seu regaço os pergaminhos antigos que herdei de meu pai. Minha família recebeu os escritos das mãos dos perfeitos, na retirada de Montségur. Antes que os sacerdotes e seus seguidores se lançassem às chamas entoando cânticos. Os pergaminhos indicam a localização do labirinto sob a terra e dos reservatórios de água. Lá, nossa gente escapou dos servos das trevas enquanto o mundo era varrido pela destruição. Mais uma vez o mundo está em perigo. A peste negra bateu à nossa porta, como o curandeiro disse que aconteceria. Espalhou-se como um incêndio. 
Ouço o pio agudo do pássaro negro e o rugido tronante do leão da noite. Eles me acompanham. São meus guias. Eu os chamei. Recitei as orações de meus antepassados e invoquei a proteção dos espíritos. E eles me enviaram o corvo e a fera. Confio em sua visão. Mas sei que não me podem defender, porque não são soldados, porque não pertencem a esta realidade. Dizem que estou perto, que a escuridão me protegerá.
A solidão me traz lembranças. De meu pai e meu irmão, devorados pela enfermidade, atirados à pilha incandescente de corpos. Também vieram atrás de mim, vasculhando nossa casa com seus olhos injetados e cheios de ódio, imaginando que eu já teria sido levada pela morte. Mas eu estava viva, ainda. A poção do curandeiro, que revolve minhas entranhas e roubou meu paladar, emprestou a meu corpo um resto de energia vital. 
A massa de rocha vai definindo-se. Tudo está quieto. Não escuto o tropel das montarias ou as imprecações dos homens. A brisa leve parou de soprar, não sinto a presença de meus guias. Um instante de mistério.
Não sei de onde veio ou como chegou, mas avisto o cavaleiro e sua besta alada. Eu não o conheço, mas ele não me é estranho, meu coração se alegra sem motivo. Suas roupas confundem-se com a noite, quebrada, a intervalos, por raios hesitantes de um luar esmaecido. Mal distingo o entorno, mas não me amedronto: conheço cada palmo desta terra. 
A negridão tampouco parece ser um obstáculo para o estrangeiro, pois se movimenta com firmeza até onde estou, inebriada por sua aparição. É muito alto, tem o porte altivo e elegante, ombros largos, pernas longas e flexíveis. Desloca-se com a eficiência e a agilidade de um animal selvagem. Detém-se a poucos metros de mim, poderia tocá-lo. Mas é ele quem estende as mãos, metidas em mitenes de couro. A pelica fina e lustrosa veste seus dedos compridos e benfeitos como uma carícia.
_ Vejo seu rosto, Väille _ fala, citando o nome somente conhecido por mim. Sua voz é sonora, profunda.
Ele prende meus braços num aperto leve, aquecendo minha carne fria. _ Quem é você? _ pergunto. Pressinto o retorno da náusea e da vertigem. Mau presságio. Sinal de que o efeito da medicina do curandeiro esgota-se, e meu organismo não combaterá a doença por muito tempo. A peste mora em meu corpo. Engulo a saliva para afastar o mal-estar e o pânico. Aprumo o tronco. Resisto. _ Não deveria estar aqui. Eles vêm atrás de mim e são muitos. Vão matá-lo.
_ Não se preocupe. Ainda estão longe. E não precisa ter medo. Nada podem tirar de você _ ele diz.
Nada que eu já não tenha perdido, claro. 
Estreito os olhos. Ele está semiencoberto pela sombra das árvores, mas eu o vejo por inteiro. É impressionante em sua beleza máscula, quase ostensiva, uma presença dominadora, do tipo que enlouquece as mulheres e intimida os homens. Os olhos verdes têm a cor das folhagens em dia de chuva, ferozes, cheios de paixão. Eu poderia ficar olhando para ele indefinidamente, suspensa no tempo. Vejo o medalhão.
O cavaleiro sorri, como se lesse a minha alma. Não me sinto embaraçada, e ele não demonstra incomodar-se com minha avaliação minuciosa. 
_ Você é bonito _ balbucio. Seus lábios se mexem, mas não distingo as palavras. Meus sentidos apurados começam a entorpecer-se. _ Quem o mandou?
_ Você me chamou, Väille. Eu sou o pássaro e o leão. Não vou lhe fazer mal, prometo _ responde.
_ Os escritos... devem ficar a salvo... eles... _ Meu tempo expira rapidamente. O pânico de novo.
_ Eu a levarei comigo. Luc conhece o caminho.
_ Luc... _ a criatura alada? Esquecera-me dela. O que era aquilo, um lagarto gigantesco com asas? _ De onde vem? _ questiono. Meu corpo treme, noto o suor gelado empapando a nuca, escorrendo pela espinha. 
_ De nenhum lugar nesta era _ explica. _ Eu e meus irmãos vivemos num tempo distante, nas fronteiras do Universo. Andamos entre os humanos quando nossa intervenção é necessária.
Não compreendo. 
Minha respiração torna-se irregular, difícil, as roupas colam-se à pele, sinto frio, fome. A febre. Os joelhos falham. Seus braços me amparam. Aconchega-me a seu peito e me carrega sem pressa. Deposita meu corpo contra um tronco retorcido e acomoda-se à minha frente. Alisa meu cabelo úmido e emaranhado, afaga meu rosto. Como um amante apaixonado faria. Paixão. Há muita paixão nele. É um sentimento que me comove, porque eu só conheci o medo e a incerteza, o desespero e a morte. 
_ Descanse _ ordena, puxando o cantil da cintura e encostando-o em meus lábios ressecados.
_ Não deve, estou doente _ retruco.
Ele ignora meus protestos e derrama a água em minha boca. Senta-se ao meu lado, estica as pernas. O cheiro dele é bom, mistura de tabaco e especiarias raras, masculino, exótico. Inspiro com vontade. Para reter o aroma na memória. Através do contato próximo, percebo a musculatura rija como uma parede de aço. Eu teria delírios românticos com ele, se esse fosse meu temperamento, mas tenho natureza de guerreiro, meu pai dizia. Cerro as pálpebras. O mal-estar vai desaparecendo. Outro sinal _ quando a dor vai embora, o corpo desistiu de lutar. Apego-me ao ritmo de seus batimentos cardíacos, constantes, hipnóticos, a única coisa real ali. Ele envolve meus ombros num abraço. Sinto-me conectada a algo infinito e belo, algo que jamais experimentei. Meu coração vive sobressaltado. Sim, eu poderia amar alguém como ele, se eu tivesse conhecido esse tipo de amor, se tivesse tido tempo. Sou jovem demais e estou morrendo. Melhor assim, não saberia como envelhecer naquele mundo.
_ Vejo seu coração, Väille _ ele interrompe o silêncio. _ Eu também poderia amar você.
Pressinto a chegada do anjo da morte e de seu hálito de gelo. Nunca me permiti desistir, mas estou exausta, sem forças. Entrego-me ao torpor. Sem pânico. A fome é voraz agora. Não posso evitar o riso convulsivo, histérico. Então, tudo se apagou. A noite, o perfume dele, o frio, eu.


Sistema Estelar de Yx-Gaalateia. Luas de Zhayne. Mardras 
(Ano 2.500. Quinta era)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

" Novinsky Guinsburg - Deuses na Terra"

                                                                                                                                                           Deuses na Terra

Deuses no céu,são mitologia, 
Deuses na terra ,são lendas.
Sonhos, são fantasias.
Fantasias são delírios.
Delírios é resultado de loucura.
Loucura é acreditar no que a maioria não acredita.
Acreditar é querer ultrapassar limites.
Limites são barreiras.
Barreiras existem para serem ultrapassadas.
Ultrapassar barreiras,vencer limites,
Acreditar quando a maioria não acredita,
Delirar com os sonhos que deseja
Tornar reais,
É traço divino
Luz que brilha
Na alma desta
Criatura, mistura de força e 
beleza.
Há obra mais perfeita e completa?
Se há me mostre,pois desconheço.
Há batida mais bonita que 
o coração no peito de um homem de coragem?
Se há me faça ouvir,pois desconheço.
Existe lugar melhor para repousar a 
cabeça,que o peito forte e seguro
de um homem sem medo?
Há coisa melhor que correr os olhos
por essas curvas e deixar morrer
o olhar quando o calor
no nosso corpo avisa
que é hora de parar?
Há visão mais agradável
para uma mulher,que o perfil
Do homem,
pronto para ser amado?
Deuses no céu,
Deuses na Terra.
Traços divinos
Na alma e coração
De uma obra prima.

Autora:Novinsky Guinsburg






sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Entrevista com Bruno Resende Ramos


Hoje trago para você uma entrevista com Bruno Resende Ramos, criador e idealizador do projeto de incentivo à leitura, Nova Coletânea. Para acompanhar tudo o que acontece no projeto, acesse o blog.
1- Nova Coletânea tem o objetivo de incentivar a leitura e a inclusão literária. Quantos parceiros você conseguiu para apoiar sua iniciativa?


Na verdade, muitos entendendo que os autores, leitores e escolas que aceitaram colocar esse projeto nas suas vidas contribuíram para o seu surgimento e continuidade.

2- E quais são os seus parceiros atuais?

O parceiro principal do projeto é aquele que nos ajudou a idealizá-lo e realizá-lo; seu nome: Edir Barbosa. Junto a ele, revisores, diagramadores e pessoas sensíveis a nossa vocação literária.
Temos ainda os que concretizaram com êxito esse trabalho, ilustram, e preparam o elemento mágico do nosso encontro e historia. Em alguns projetos, a Suprema Gráfica e Editora oportunizou a impressão dos livros a um custo módico sem abrir mão de toda a sua eficiência profissional.
Enfim, o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), continua a divulgar nosso trabalho.

3- Porque você decidiu se preocupar, arregaçar as mangas criar oportunidades para a inclusão de novos escritores?

Os motivos são muitos:
1. A necessidade de incentivar a leitura diante de índices desalentadores revelados em pesquisas de organizações internacionais.

2. O amor a literatura, ao livro e o desejo de ser e tornar comigo muitos outros sonhadores em verdadeiros escritores.

      Aqui um pouco dos porquês:

3. Em 2002, o incentivo do senhor Aristides Ferreira Filho de Belo Horizonte para escrevermos uma coletânea de diversos autores.

4. Morava no interior de Minas, num daqueles lugares de cultura literária escassa em que mesmo ler um livro era se dar algum luxo na vida.

5. Entre muitos conselheiros, passei desde 2003 a manter meus textos revisados e prontos para o envio a uma editora e preparar uma revista denominada “Revista Contos”.

6. Nesse ano ainda comecei a colher entre amigos da web e familiares textos para uma coletânea, sem ter ainda uma editora para publicar.

7. Em 2006, tive obra aprovada no Concurso Viçosense de Literatura da Editora UFV. Conheci o Editor Edir Barbosa e tive dele a idéia de publicação coletiva com autores em bases de cooperação e incentivo a leitura.

8. Em 2008, nesse vilarejo mineiro, após a Semana Literária coordenada pelas professoras do DLA da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Gracia Regina e Cristiane Rochebois e a equipe pedagógica de uma escola denominada Semear (hoje fechada), o projeto começava a dar seus primeiros passos.
9. Recebi dos autores apoio a continuidade.

10. Reconhecimento institucional: Desde 2007 o projeto tornou-se membro do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), no Programa VIVA a LEITURA do Ministério da Cultura.


11. Realização pessoal e social:  Somam-se até o momento 5 coletâneas literárias e outros projetos de inclusão social divulgados amplamente na internet.

12.   Enfim, o motivo foi e é sempre um olhar esperançoso para o amanha.
13.   Sobre a escola em que lecionava, neste link vemos um vídeo:
 


4- Você acredita que tem alcançado seus objetivos de fomentar a leitura e o pensamento crítico através do livro?
Na prática, superei as expectativas, pois explorava um ambiente até então desconhecido para mim, que era a internet. Aprendi a estabelecer um ambiente de respeito e confiança. Conquistei mais que amigos parceiros na via da leitura e da produção literária. Atraímos olhares múltiplos e o projeto assegurou em bases sólidas o fornecimento de material de leitura para escolas e projetos que, sem a ajuda do autor, nunca teriam acesso a nossos trabalhos, muitos desses doaram a crianças/jovens sem o mínimo recurso, sem sequer um livro em sua casa.
Acredito que iniciamos um trabalho, uma contrapartida cultural para estabelecer parâmetros de inclusão.
Como incentivar a leitura sem valorizar o autor?
A base de uma boa leitura é um bom texto. Sim, tenho de acreditar que ao doar livros a bibliotecas, projetos educacionais, levando uma nova mensagem.
O maior desafio é estender esse benefício a mais leitores.

5-Você foi procurado por autoridades ligadas ao Ministério da Cultura recebeu o apoio deles? Recebeu reconhecimento pelo seu esforço?
Na verdade, eu os procurei em busca de oportunidade para o autor e nosso projeto e recebi o melhor: um norte. As orientações, os encontros e diversos modelos de projetos da sociedade ensinaram-nos muito sobre o caminho pelo qual devemos trilhar. Sempre demonstraram ter um canal aberto com a sociedade do livro. Mesmo sendo crítico e até certo ponto austero em minhas posições, o Ministério da Cultura quando ainda na gestão do ex-ministro Juca Ferreira oportunizou a participação da sociedade na discussão das políticas públicas para o setor. A atual Ministra de Estado da Cultura, Ana de Hollanda e o presidente da Biblioteca Nacional (BN) Galeno Amorim estão alinhados numa proposta que valorize ainda mais o autor brasileiro. Cito aqui um ousado e histórico plano de internacionalização do nosso acervo, o que considero um marco na valorização de nossa literatura.
 Grupos como o nosso que estavam à margem das políticas públicas para o livro nos últimos mandatos adquiriram visibilidade e reconhecimento. Em questão de recursos ainda não, mas nossa história teve sua edificação nesse período. Cito aqui a nossa página no livro do PNLL, o que muito nos tem orgulhado. Devo, no entanto, lembrar do caráter apolítico e apartidário do nosso trabalho, que caminha com independência, mas como representantes de autores assume posição diante do atual contexto. Estamos exercendo o direito/dever de participar das questões de nossos tempo; não participar das mudanças do pais – sabemos - é omissão.

6- Algum político apoiou o seu trabalho?
Nenhum.

7-Qual a última antologia que você organizou e publicou?
Livre Pensar Literário.

Qual o tema e quem participa?
Tema: universalidade. Autores de diversas regiões do Brasil, de Moçambique, México, Argentina/Espanha e Japão.

8-Há quanto tempo você escreve?
Desde 1983

9-Como é o seu dia a dia?
Nada tão incomum, senão pela consulta duas ou três vezes ao computador e nesse período escrever durante uma media de uma a duas horas seguidas. Nas folgas, estou com a família e, diariamente, gosto de separar durante a noite uma hora para a oração.

10- Qual seu autor favorito?
Muitos. Hoje destaco, no Brasil, Duílio Gomes (conto), Affonso Romano de Sant`Anna, Bertold Brecht e Julio Paixão (poema), Cirene Ferreira Alves e Rubem Braga (crônicas), Carlos Herculano e Guimarães Rosa (Romance).
No exterior, Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant.

11-Quais são as suas expectativas para a educação do ensino médio e superior no Brasil?
Enquanto não tivermos um plano de educação que priorize a boa formação e remuneração do professor pouco funcionará. O investimento em um ensino técnico de qualidade e que atenda as demandas dos setores produtivos do país imagino que seja, sem dúvida, o melhor. Sem a perspectiva do emprego, o aluno se vê desestimulado para o aprendizado.
A educação não suporta mais pacotes e desvios de verbas. Os estados devem aplicar os recursos da Educação conforme a lei, sem “manobrismos” e ... ( algo que não ouso citar aqui)

12-Há quanto tempo você é professor?
Desde 1991.

13- Um sonho seu?
Um país e um mundo melhor.

14- Um sonho para o Brasil?
Educação para formar novos cidadãos e novos políticos de verdade.

sábado, 17 de setembro de 2011

Divulgando trabalhos de amigos!

Amigos, encontrei um perfil muito interessante no Facebook. Como adoro escrever e ler, apoio as iniciativas dos escritores que se aventuram a expor seus sentimentos, ideias, pontos de vista.
Aqui está o endereço do Contos e Folhetins.
Contos e Folhetins é um blog onde são divulgadas histórias, blogs e sites de que a dona gosta, trabalhos de seus amigos, lançamentos e outros eventos. Visitem e confiram!
Entre em contato pelo e-mail: prolmari@yahoo.com.br


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Padre Robson de Oliveira - A sabedoria e sensibilidade do Padre Robson de Oliveira/Trindade- Góias


ATÉ QUANDO AGRESSIVOS NAS PALAVRAS?
Nós últimos dias tenho pensado muito sobre a essência de nossas palavras e o que nos motiva a proferi-las. Muitas delas não passam pelo critério do amor, pois surgem junto com sentimentos momentâneos, como: a ira, o aborrecimento e o ódio contra o outro. Às vezes, as pessoas se deixam dominar por emoções repentinas, concedendo a elas o poder de decidir as suas atitudes. Quando se age por impulso é possível magoar aqueles que mais amamos e ferir as relações mais duradouras. Algo que, se houvesse paciência, não aconteceria. Ao agir a partir da raiva, o indivíduo assume o caminho de sua autodestruição. 
Nossas palavras têm o poder de destruir e edificar a família, iluminar e entristecer os amigos, libertar e aprisionar os que convivem conosco; até mesmo os colegas de trabalho. Por meio das palavras, agradecemos e, ao mesmo tempo, denegrimos a vida do outro. É difícil entender tamanha contradição: bondade e maldade em uma única forma de ser, agir e, principalmente, falar.
“A boca fala daquilo que o está cheio o coração!” (Lc 6,45). Por detrás do que falamos está um amplo contexto de situações e pensamentos. Não sou poucos os que deixam a panela de pressão estourar e, por isso, falam mal, humilham e xingam o outro. Irados, acabam por proferir as palavras mais insensatas para o momento. Quando a raiva passa e a cabeça esfria, ficam o vazio e o arrependimento de ter dito o que não era necessário. E mesmo que fosse indispensável tocar no assunto, a sabedoria já nos convida a tratar do conflito em momentos viáveis e serenos. Para tudo na vida há uma ocasião específica e propícia.
Só o fato de pedir ‘desculpa’, não modifica a ferida daquele coração que sofreu agressões verbais. Faz bem pensar que o melhor pedido de ‘desculpa’ é não repetir o mesmo erro de sempre. Na verdade, ‘desculpa’ não pode ser confundida com justificativa para erros que se repetem. Pelo contrário, ela é o reconhecimento mais sincero de que queremos mudar e não cederemos às novas investidas do ódio. Não estando preparado para mudar o comportamento, então é melhor, nem acelerar o pedido de desculpa para que a palavra não caia em descrédito. O mais bonito, nesse itinerário, é quando se substitui a ‘desculpa’ pelo ‘perdão’.
As palavras, filhas do nervosismo, vão e voltam. Na hora em que menos se espera lá estão elas atormentando a consciência e o coração. É infantil quem deixa o ódio usar sua boca e tomar posse de suas atitudes. Quem fica enfurecido se transforma em tudo aquilo que não gostaria de ser. Se fosse possível gravar o momento, a pessoa ficaria envergonhada de vê-la agindo com tamanha brutalidade. 
A ‘Palavra’ de Deus já nos orienta: “Aquele que não comete falta no falar, é homem perfeito, capaz de por freio ao corpo todo. A língua é um fogo, o mundo da maldade. A língua, colocada entre os nossos membros, contamina o corpo inteiro [...]. Quaisquer espécies de animais ou de aves, de répteis ou de seres marinhos são e foram domadas pela raça humana; mas nenhum homem consegue domar a língua.
Ela não tem freio e está cheia de veneno mortal. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca sai bênção e maldição. Meus irmãos, isso não pode acontecer!” (Tg 3,1.6-10b). Voltando ao texto bíblico, verifica-se a presença do verbo ‘domar’. Para bom entendedor vale o lembrete: só se doma animal selvagem. Portanto, não podemos permitir que a língua nos torne violentos nem agressivos, como se fôssemos trogloditas.
Não convém que nos isentemos das consequências de nossas palavras. Se assim agirmos, nos tornaremos irresponsáveis com o outro e inconsequentes com o que falamos. Aquele que humilha pode se esquecer do ocorrido, mas há a possibilidade de que o insultado recorde-se das ofensas recebidas por toda uma vida; ainda mais quando não há a capacidade do perdão incondicional. No atendimento pastoral tenho visto muitas pessoas que acumulam mágoas durante vinte, trinta, quarenta anos. Alguns guardam ressentimentos até de entes falecidos, que lhes denegriram pela fofoca ou pela maledicência. É como se essas vítimas das más palavras ficassem presas a um passado distante e impedidas de cresceram na fé.
Com oração, diálogo e dedicação é possível humanizar as nossas palavras, para que mesmo dizendo a verdade, não sejamos capazes de ofender a ninguém. Santifiquemos nosso coração e apaziguemos nossos ânimos. Assim, tudo o que sair de nossa boca será para engradecer as pessoas, nunca para destruí-las. Pautados pela caridade, amemos! Alicerçados na fé, nos esforcemos! Norteados pela esperança, caminhemos com a consciência tranquila de que nossa única arma é a compreensão pelo limite do outro! Que nossas palavras sejam, sucessivamente, santificadas na Palavra do Pai. Que nunca venham a ser lançadas ao vento, nem atiradas com agressividade! Quando machucamos o outro, ferimos a face de Deus!
Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br
FONTE:BLOG DO PAI ETERNO.SITE :WWW.PAIETERNO.COM